
Serenidade.
Ela fez a diferença nesta Copa em que até a bola era nervosa, descontrolada e um pouco louca.
Vicente Del Bosque, tecnico da seleção da Espanha, mostrou que os exageros da fala e dos gestos são próprios de quem não percebe que a Terra é uma bola que Deus equilibra no espaço serenamente.
Quem não percebe fuça o nariz e come meleca como o tecnico da seleção alemã.
Não confundam serenidade com o comportamento do Parreira. Aquilo é pura indiferença de quem passa pela vida com o nariz virado, na prepotência de ter um mundo só seu, porque além dele sente um mau cheiro insuportável.
Del Bosque lembra Didi, Zizinho, Mengálvio, Sócrates, Ademir da Guia, Nilton Santos, jogadores que não se implicavam com o vento se, por acaso, um vento africano desmanchasse os seus cabelos ou desviasse a trajetória da bola e dessa vida certinha e programada.
Serenidade.
E que nenhum publicitário faça com os 60 anos de Del Bosque um joguinho medíocre de palavra, tipo Serena Idade. Porque mediocridade ninguém aguenta mais por aqui.

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